
Esse final de semana assisti Into the Wild, belo filme com a mesma temática de O Homem-Urso. Ambos contam as estórias reais de dois jovens que desistiram das pessoas e optaram por viver na mais absoluta simplicidade, isolados sob condições extremas.
O Homem-Urso, em estilo documentário, é brutalmente real porque o diretor Werner Herzog usou as imagens gravadas pelo próprio protagonista, o ativista apaixonado por ursos, Timothy Treadwell. Into the Wild, dirigido por Sean Penn, é mais romantizado, pretende dar lições de vida, e conta com as lindas imagens do Alaska.Tanto em um como em outro, o herói se dá mal, deixando a lição de que a vida selvagem é para selvagens.
Os dois personagens misturavam uma certa ingenuidade, uma imagem idílica da natureza e muita mágoa das pessoas. Ainda não me convenci se o que os levou a abandonar a vida em sociedade foi covardia ou ousadia. Estou mais inclinada pela segunda opção. A vida "normal" de cada dia não é para os fracos. Conviver com toda sorte de gente, com as perdas, as frustrações e consigo mesmo não é fácil, mas ousar fazer diferente exige uma coragem sem tamanho.
Esses são casos extremos, e não sei se os caras sabiam exatamente onde estavam se metendo, mas ao conhecer suas estórias, é impossível não pensar em como as coisas podem ser mais simples, e quanto da nossa vida não fazemos e repetimos por pura inércia.
Esses são casos extremos, e não sei se os caras sabiam exatamente onde estavam se metendo, mas ao conhecer suas estórias, é impossível não pensar em como as coisas podem ser mais simples, e quanto da nossa vida não fazemos e repetimos por pura inércia.
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