Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Músicas que derrubam

Acho que o título deste post dispensa maiores explicações, né? Todo mundo deve ter aquela música que derruba, seja pela letra ou por alguma lembrança que chega com ela.

Músicas do Legião Urbana em geral me deixam melancólica, com exceção de Eduardo e Mônica e O Mundo anda Tão Complicado, que eu acho fofas demais. Bom, mas esse post é sobre músicas que derrubam, e a número 1 no meu ranking é "Between the Bars" na voz da Madeleine Peyroux. A música é toda muito triste, mas foi uma frase específica que me fisgou desde a primeira vez que ouvi: "People you've been before that you don't want around anymore" (pessoas que você já foi e que não quer mais por perto). Essa música mexeu comigo tão profundamente que eu não conseguia mais parar de ouvir, e acabei passando isso pro Yves.

Daí ele foi pesquisar sobre a história por trás da música e ela foi realmente escrita por um cara muito triste, o Elliot Smith, sobre sua dependência em álcool. A letra é, na verdade, um copo de bebida conversando com ele.

Curiosamente, apesar de ainda mexer muito comigo, essa música só me traz boas lembranças, do Thiago e da Lorena, que nos apresentaram a Madeleine, do show dela em Brasília e do porre de café que eu tomei e fiquei ouvindo essa música com o Yves sem parar, no Kadetão, voltando pra casa depois de uma sessão coruja do Tropa de Elite no Pier 21.

Qual música te derruba?

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Encantamento

Sexta-feira fomos à ópera pela primeira de muitas vezes, espero. O Yves contou tudo aqui.

Domingo, 28 de Junho de 2009

"Otários"

No post sobre nossos 4 meses de Suíça deixei de falar de um ponto importantíssimo que eu estou adorando por aqui: suíço é um bando de otário. Pela ótica dos brasileiros Espertos, claro.

Aqui, todo mundo é confiável até que prove o contrário, e isso facilita absurdamente a nossa vida. Nada de cartório, cópia autenticada, duas testemunhas, firma reconhecida, fiador ou minutos preciosos preenchendo o formulário de um site até com o nome e endereço da sua bisavó para conseguir fazer uma compra. É tudo inacreditavelmente simples.

Comecei a notar essa diferença assim que chegamos, ao abrir conta no banco e alugar o apartamento. Depois, fazendo algumas compras pela internet, descobri que eles têm umas opções de pagamento muitos diferentes. Em algumas lojas, como é o caso da IKEA, basta dar seus dados (nome, e-mail, telefone, endereço), fazer o pedido e deixar pra pagar na entrega! Isso mesmo. Sem CPF, sem verificação de cartão de crédito ou nada do tipo. Dia desses encomendei uns pôsteres com a seguinte forma de pagamento: dentro do pacote veio um papel com os dados da conta bancária onde eu deveria fazer o depósito até 15 dias depois de ter recebido a encomenda. É mole?! Fiquei de queixo caído.

Outro exemplo foi quando entrei na academia. Pude começar a frequentar as aulas imediatamente, apenas dizendo meus dados, sem precisar mostrar nenhum documento, e o boleto foi chegar na minha casa só uns 15 dias depois. Incrível, né? É claro que em qualquer caso, se eu agisse de má fé e não pagasse minhas dívidas, a coisa ficaria feia para o meu lado. Mas e seu eu tivesse mentido? E se eu sumisse do mapa? Eles simplesmente confiam.

Como é bom ser uma otária em um país de otários!

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Be-a-bá

Estou começando a colher os primeiros frutos com o estudo do alemão. Sábado fui comprar meu celular (finalmente!) e, como a vendedora não falava inglês, tive que me virar com meu alemão mesmo. A moça foi súper paciente e falou tudo devagar pra facilitar minha vida. Fiquei toda orgulhosa de ter conseguido concluir a compra :-)

Ainda morro de vergonha de abrir a boca com a minha pronúncia sofrível, mas não tem outro jeito de aprender a língua. E ontem voltamos a um restaurante que tínhamos ido em outubro e eu lembrei que da primeira vez nem os números eu sabia! Então parece que alguma coisa está mesmo ficando na minha cabeça :-)

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

4 Meses!


Dia 16 completamos nosso quarto mês aqui na Suíça! Dizem que o tempo voa quando a gente se diverte, mas tanta coisa aconteceu desde a nossa chegada que até parece que estamos aqui há mais tempo.

Aí vai uma listinha das minhas coisas preferidas da nova vida até agora:

- a proximidade da vida rural: a 10 minutos de casa já é possível ver vaquinhas e ovelhas pastando e eu nem sabia que gostava tanto disso :-)

- a valorização das atividades ao ar livre: esse negócio de ter inverno longo e rigoroso faz o povo ficar enlouquecido quando o sol aparece e todo mundo sai pra fazer hiking, correr, andar de bicicleta, de patins, fazer piquenique, churrasco, jardinagem... No final das contas, até a gente que é súper caseiro acaba saindo muito mais aqui do que quando morávamos no Brasil.

- silêncio

- a proximidade de tudo: em um raio de 100 km dá pra conhecer e fazer muuuuuita coisa. Só começamos a explorar a ponta do iceberg :-)

- e claro, os óbvios: transporte, pontualidade, segurança, limpeza, chocolates, queijos, pães...

Estamos recebendo nossa primeira visita do Brasil, minha cunhada Juliana, e está sendo muito legal poder aproveitar Zurich com alguém da família. A vontade era de poder trazer pra cá pra sempre todo mundo que a gente gosta, mas não tem jeito, então vai sendo assim a conta-gotas mesmo. E ela ainda trouxe na bagagem farinha, sagu, canjica e outras coisinhas mais que a gente já estava com saudade. Valeu Ju :-)


Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Facilitando a vida de quem quer doar:


Já tinham me avisado, mas só hoje recebi a sacola na caixa do correio. Aqui é assim: duas vezes por ano você recebe um saco como esse para fazer doações de roupas. É só botar aí dentro suas doações e deixar o saco na rua no dia e hora indicados e as instituições de caridade envolvidas cuidam do resto. Como doamos tudo o que não estava sendo usado pouco antes de sair do Brasil, desta vez o nosso saquinho não vai pra rua.

Sábado, 30 de Maio de 2009

Arrivederci Italia!

Minha viagem à Itália já cansou vocês? Calma, é só mais esse post e pronto.

Então, como eu estava dizendo, na etapa final da viagem fomos para a Costa Amalfitana e Capri. A idéia era ficar de pernas para o ar depois da bateção de perna em Roma e Pompéia.

O caminho até lá é uma coisa de louco, e não é por culpa das paisagens maravilhosas. As curvas da estrada são inacreditáveis, de fazer a descida da serra do Rio de Janeiro parecer brincadeira de criança. O Yves se divertiu atrás do volante, alcançando a estonteante velocidade de 40km/h :-)

Nossa base foi Amalfi, e de lá conhecemos Positano, Praiano e Capri. Lá o negócio é mesmo relaxar e tirar belas fotos, porque não há muito o que fazer. Se a idéia é curtir praia, lá não é o lugar ideal. As praias não têm areia, mas pedras, para a infelicidade da criançada local que cresce sem fazer castelinhos. A diversão é ver quem consegue atirar as pedras mais longe, ou quem as faz quicar mais vezes na superfície da água. Ah, e se quiser um lanchinho, melhor levar a farofa, porque não vai passar viva alma vendendo bebidas e quitutes. Agora, verdade seja dita, a cor da água é maravilhosa, um verde esmeralda límpido, perfeiro pra aparecer bem na foto.



Capri e Anacapri foram meio decepcionantes, infelizmente. O mar é lindo e tal, mas nos sentimos meio extorquidos. Tudo lá é muito, muito caro, a ponto de a gente se questionar se valeu a pena o passeio. A principal atração da ilha, a Grota Azurra, foi uma piada. Pagamos 11 euros cada um pela entrada, fora o que custou para chegar até lá, e no meio do passeio, quando achamos que finalmente era chegada a hora de curtir, me vem o barqueiro pedir mais dinheiro de gorjeta. 11 euros é uma fortuna? Não, não é, mas depois de tudo o que vimos em Roma por menos, 11 euros pareceu muito dinheiro para uma voltinha de 2 minutos dentro de um grutinha. E depois da gruta, se estiver cansado e quiser tomar um sorvete, é um preço para comer em pé e o dobro para comer sentado. É mole?!


No último dia voltamos para Roma para entregar o carro e pegar o voo de volta pra casa, e por casa eu quero dizer a Suíça. Já sentimos que nossa casa é aqui, engraçado né? Mas isso já é papo para outro post...